sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Quanto você contribui para o aquecimento global?

Se você pensa em chaminés industriais quando alguém fala em aquecimento global, saiba que, todos os anos, cada “pessoa física” do planeta produz, em média, 7 toneladas de gás carbônico. A estimativa, feita pela ONU, não inclui fábricas e usinas, só a soma de todas as emissões que as pessoas provocam ao ligar o carro, acender o fogão ou comer carne. Somadas, elas são responsáveis por 0,9% das 7 gigatoneladas anuais de gás carbônico que a humanidade joga na atmosfera (número semelhante à emissão de fenômenos naturais, como vulcões e incêndios florestais). “O impacto pessoal na formação do efeito estufa é muito grande. Quanto mais prejudicamos o clima, fica mais urgente ainda tomar uma atitude”, diz Osvaldo Martins, da ong Iniciativa Verde.
Não há mais muita dúvida de que o homem é responsável pelas alterações que o clima do planeta sofreu nos últimos 50 anos. De acordo com o relatório Mudanças Climáticas 2007, as chances são de mais de 90% (leia mais sobre o relatório na pág. 23). “Mesmo que as emissões de gases na atmosfera fossem reduzidas em 60% para que o planeta recuperasse o equilíbrio, já experimentaremos um aumento de 0,1 0C na temperatura a cada década durante os próximos 100 anos”, diz Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A melhor atitude a se tomar é diminuir a emissão pessoal de gás carbônico.

Cada habitante da terra libera em média 7 toneladas/ano de gás carbônico. Para compensar os efeitos dessa emissão, seria preciso plantar 38,9 árvores.
Clicando aqui você pode calcular sua emissão anual de gases de efeito estufa (CO2 equivalente) e a quantidade de árvores que deveria plantar a fim de compensar estas emissões!

O que o aquecimento global pode causar no Brasil?

Além de sentir mais calor, em um futuro não tão distante o povo brasileiro deve enfrentar secas em algumas partes, chuvas torrenciais em outras, furacões, e todas as espécies, inclusive o ser humano, devem sofrer baixas consideráveis. No início de fevereiro, um grupo de cientistas do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da ONU) divulgou um relatório que mostra que o planeta está cada vez mais quente – e a chapa vai continuar esquentando. O aquecimento da Terra, contudo, não será homogêneo: a temperatura subirá mais nos continentes do que nas áreas oceânicas e mais no hemisfério norte do que aqui no sul. Isso significa que o Brasil até pode ser menos afetado do que os Estados Unidos e os países europeus, mas, se as previsões do IPCC se concretizarem, não teremos refresco. "O aquecimento por aqui deve ser de 4 a 5,5 ºC na região tropical. O Nordeste, o Centro-Oeste e a Amazônia serão as regiões mais afetadas", diz o meteorologista José Marengo, coordenador de estudos de mudanças climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O IPCC deve divulgar novos relatórios mais detalhados em breve, com previsões sobre o impacto do aumento da temperatura em cada região do globo, mas estudos do Inpe já dão uma idéia de como ficará nosso país em menos de cem anos. É melhor ir ligando o ar-condicionado.

Operação abafa - Dentro de cem anos, as Regiões Norte e Centro-Oeste serão as maiores vítimas do calor

FLORESTA AMEAÇADA
No Brasil, a onda de calor será mais intensa nas Regiões Centro-Oeste e Norte. E, junto com o calor, aumentam os riscos de incêndios e queimadas. A maior vítima disso, claro, é a floresta Amazônica, onde a mata fechada deve dar lugar a uma vegetação menos densa, como o cerrado.

ENTRESSAFRA
O aquecimento global vai bagunçar as temperaturas, acabando com as diferenças entre as quatro estações, e tornando os veranicos – períodos secos em estações tipicamente chuvosas – mais freqüentes. Com isso, safras inteiras podem ser perdidas por causa do calor e de chuva em excesso na hora errada.

FURACÃO 2100
É "muito possível", segundo o IPCC, que tormentas, tufões e furacões sejam mais constantes e intensos – o aquecimento aumenta os choques entre massas de ar de diferentes temperaturas, provocando fenômenos desse tipo. O furacão Catarina, que passou por Santa Catarina em março de 2004, parece ter sido apenas o primeiro resultado desse processo.

PLANTÃO MÉDICO
O ar, quente e seco, ficará mais difícil de respirar. Ao menos 300 mil pessoas morrerão a cada ano devido a doenças respiratórias. Brasília, já famosa pelo clima seco, ficará inabitável em algumas épocas. E não é só isso: como verão e inverno terão temperaturas parecidas, insetos transmissores de doenças como malária e dengue terão mais tempo para se reproduzir.

NÃO VAI DAR PRAIA
O IPCC prevê que o nível dos oceanos suba de 18 a 59 centímetros até 2100. Cidades litorâneas do mundo todo terão que construir barreiras para conter a água e ilhas correm o risco de desaparecer. A ilha de Marajó, no Pará, não deve sumir nesse primeiro período, mas seu território sofrerá uma perda considerável: o Inpe prevê que 2 metros de elevação do nível do mar roubaria 28% do território da ilha.

VIDAS SECAS
Com temperaturas mais altas, as regiões secas devem ficar ainda mais secas. O semi-árido nordestino pode deixar o semi para trás e ganhar o aspecto de um deserto. Resultado: menos plantas, menos animais e mais gente fugindo para as cidades maiores, que verão a pobreza crescer na sua periferia.

TEREMOS TORÓ
Foi-se o tempo que São Paulo era a terra da garoa. Daqui para a frente, a metrópole tende a sofrer com chuvas fortes – e, claro, enchentes constantes. Nas cidades do Sul e do Sudeste, deve chover 20% mais do que chove hoje e, pior, as chuvas devem ser mais duradouras, já que mais água deve se acumular nas nuvens.

MORTE À MATA
Os humanos podem fugir para lugares mais frios se a temperatura aumentar demais, mas animais e principalmente plantas não têm a mesma sorte. Por isso, estima-se que a mata Atlântica, que ainda abriga uma cadeia alimentar bastante complexa, pode perder até 40% da sua biodiversidade atual.

Fonte: Site da Revista Mundo Estranho

Conclusão

Ao final de nossa pequisa sobre este tão abrangente assunto que é o clima, pudemos nos dar conta da importância que ele exerce em nossa vida, conhecendo mais sobre como ele funciona, aquilo que o influência, e seus elementos.
Esperamos que, assim como acontecido conosco, todos aqueles que tomem conhecimento sobre o conteúdo deste blog possam vir a aprofundar, mesmo que minimamente, seus conhecimentos geográficos, mais precisamente sobre o clima, que é um fator tão atuante em nossa vida. Mesmo que às vezes não percebamos ele pode ser fonte de futuras pesquisas, e, enfim, ser útil a todos, proporcionando-lhes um conhecimento tão importante quanto é o geográfico, que nos permite enteder o espaço que nos cerca.
Para finalizar este trabalho, gostaríamos de pedir a todos que comecem, imediatamente, a mudar as suas atitudes para que, no futuro, o clima não se vire contra nós e passe a ser um problema de marca maior.

sábado, 15 de agosto de 2009

Mudanças Climáticas


Durante os 4,6 bilhões de anos da Terra, ocorreram diversos episódios de resfriamento e aquecimento climático. A mais recente era glacial (cujo apogeu foi há somente 21 mil anos), uma das mais intensas, cobriu de gelo as montanhas e vastas áreas do norte da Europa e da América do Norte. Também ocorreram períodos prolongados de secas naturais em diversas regiões da Terra. A diminuição ou o aumentos das manchas solares pode provocar o aquecimento global ou a queda da temperatura da Terra em até 2º C.
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A atenção dos cientistas tem, recentemente, se voltado para os motivos do aumento e redução da camada de gelo e para a descoberta de que houve muitos eventos rápidos e intensos, em escalas temporais de cem a mil anos. Esses eventos não podem estar ligados às variações orbitais, mas a outros processos do Sistema Terra.

A temperatura está, sim, aumentando, e não é de hoje. Desde 1860 a linha de temperatura começou a subir e não parou mais. Projeções científicas dizem que a temperatura média da Terra vai subir cerca de 5,8°c até o final deste século, de 15° para 20,8ºc. O clima do Brasil também está mudando, o que pode ter impacto no dia-a-dia de todos nós. Já é sabido que o local onde a temperatura mais subirá será a Amazônia, podendo ter um aumento de 8°c em sua temperatura média até 2100. Se a emissão de gases poluentes no mundo não for controlado, a floresta começará a desaparecer em poucas décadas.


Vídeo da Fundação O Boticário sobre as mudanças climáticas